sexta-feira, 17 de julho de 2026

Degradação no sistema penitenciário

 

Novo Relatório Diagnóstico Nacional sobre habitabilidade no Sistema Prisional, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça, foi publicado com resultados alarmantes sobre a degradação crescente do sistema penitenciário brasileiro. Além de superlotação, falta de controle sanitário de alimentação, de água potável, de laudo do corpo de bombeiros, numerosas unidades não possuem sequer alvará de funcionamento. Segue reportagem do Consultor Jurídico, assinada por Marcelo Aith, de 05.07.2026, sobre a divulgação do documento.

Colapso prisional revela grave problema de segurança pública

 

Não se trata apenas de uma questão humanitária. A precariedade das prisões produz efeitos diretos sobre a segurança pública. Ambientes superlotados, degradados e sem controle estatal favorecem a atuação de organizações criminosas, que passam a exercer funções de disciplina, proteção e assistência que deveriam pertencer exclusivamente ao Estado.

 

Marcelo Aith  
A divulgação do Diagnóstico Nacional sobre Habitabilidade do Sistema Prisional, elaborado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), oferece ao país um retrato preciso de uma realidade conhecida há décadas, mas frequentemente tratada como um problema distante. 
Pela primeira vez, um levantamento nacional construído a partir de inspeções padronizadas revela, com números incontestáveis, a dimensão da degradação do sistema penitenciário brasileiro. O resultado é alarmante. Dois terços dos presídios operam acima de sua capacidade e mais de um quarto funciona em situação de superlotação crítica, patamar que o próprio CNJ considera incompatível com a custódia minimamente digna de seres humanos.

(...)

Clique na imagem para continuar a leitura e acessar a reportagem na íntegra.



 

sexta-feira, 3 de julho de 2026

Saúde no sistema prisional de São Paulo


Na manhã do dia 22 de abril, foi lançado, na sede do Condepe, o Relatório “Sistema Prisional do Estado de São Paulo: Desafios, Direitos e Perspectivas”. Produzido pelas pesquisadoras do NEV/USP, Rosângela Teixeira e Camila Maranhão, o Relatório, que foi produzido a partir da sistematização da audiência pública realizada pelo CONDEPE e apresenta um panorama das condições de cumprimento de pena no sistema prisional do estado de São Paulo na atualidade, com foco no acesso à saúde

A iniciativa reúne diferentes órgãos e entidades de direitos humanos, como a própria OAB-SP,  o CONDEPE, o Núcleo Especializado de Situação Carcerária da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (NESC), o Conselho Penitenciário (COPEN), o Conselho da Comunidade da Comarca de São Paulo e o NEV/USP.

Seguem alguns destaques da publicação, segundo notícia publicada na página do NEV-USP:

Segundo o levantamento, das cerca de 180 unidades prisionais do estado, apenas 78 contam com equipes mínimas de saúde. Já na capital paulista, as 11 unidades existentes não possuem equipes regulares, em razão da não adesão do município a diretrizes que viabilizam o repasse de recursos para a área.

Outro dado relevante diz respeito ao acesso a atendimentos médicos externos. Entre 2024 e 2025, mais de 22 mil atendimentos deixaram de ser realizados por falta de escolta, o que representa aproximadamente um quarto da demanda total, superior a 67 mil atendimentos. Consultas, cirurgias e atendimentos de urgência foram afetados, comprometendo diretamente o direito à saúde das pessoas privadas de liberdade.

 

Para saber mais e acessar o Relatório, clique na imagem abaixo.