terça-feira, 15 de setembro de 2026

Em busca de equidade racial


No final de julho foi realizado nas sedes institucionais da AASP e da OAB/SP o II Congresso Nacional de Juristas Negras. Reuniu autoridades, juristas, representantes da advocacia e especialistas e foram tematizadas questões como a representatividade, a equidade racial e o fortalecimento das mulheres negras no sistema de Justiça. 

Seguem informações da divulgação do evento na página do Linkedin do "Jornal da Advocacia":


Promovido em parceria entre a OAB SP e a AASP, o evento integrou a programação do Mês da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e promoveu reflexões sobre os desafios enfrentados pelas mulheres negras no universo jurídico, além de discutir caminhos para ampliar sua participação e protagonismo nos espaços de decisão. 

A vice-presidente da OAB SP, Daniela Magalhães, que presidiu a secional paulista em exercício, durante a abertura do evento, destacou a importância da parceria entre a Ordem e a AASP e reafirmou o compromisso da entidade com a promoção da igualdade. “A OAB São Paulo sempre será um espaço de diálogo, de transformação e um farol para a sociedade, porque é formada por pessoas extraordinárias, por mulheres extraordinárias e, sobretudo, por uma advocacia negra que resiste e não se cansa de travar as lutas que precisam ser travadas.” Daniela, aproveitando a ocasião, na condição de presidente em exercício, realizou um gesto simbólico: transferiu a presidência da OAB SP à conselheira federal e presidente da Comissão Nacional da Mulher Advogada, Dione Almeida, em reconhecimento à sua trajetória e às iniciativas que fortaleceram a advocacia feminina e negra. Destacou que ela ocupou esse espaço "com dignidade, alegria e leveza", em outras ocasiões, promovendo avanços no reconhecimento e na garantia de direitos para essas profissionais. 

Na conclusão, a vice-presidente lembrou avanços promovidos pela entidade, como a adoção de critérios de paridade de gênero e equidade racial nas listas do Quinto Constitucional. Em um momento de emoção, ressaltou que essas conquistas são fruto da coragem de mulheres que abriram caminhos e defendeu que mais mulheres negras tenham confiança para disputar espaços de decisão.

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quarta-feira, 2 de setembro de 2026

Aumento de suicídios de policiais


Dados preocupantes divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública constatam a elevação significativa no número de suicídios de agentes policiais no Brasil. São Paulo teve o aumento mais expressivo em números absolutos, com alta de 76,5%, registrando números que pioraram tanto para a Polícia Militar quanto a Polícia Civil. 

Entre hipóteses de causalidades listadas aparecem questões como assédio moral, pressão permanente, jornadas desgastantes, que se completam com bicos, endividamento, acesso facilitado à arma de fogo e uma cultura institucional que preconiza a virilidade e um determinado padrão de masculinidade associa vulnerabilidade à fraqueza.

Segue reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo de 27.07.2026, assinada por Gonçalo Júnior.

 

Mais policiais morrem por suicídio do que em confrontos: ‘Cenário preocupante de saúde mental’

 

Óbitos desse tipo de em SP saltaram de 17 para 30; Secretaria da Segurança Pública diz que tem fortalecido as políticas de atenção psicológica aos agentes e valorização; Ministério da Justiça afirma atuar com os Estados.

O suicídio é sempre um problema complexo e multifatorial. Isso fica claro nos depoimentos de familiares na pesquisa Desvendando os Suicídios Entre Profissionais de Segurança, da USP, UERJ, UFES e Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES).

Um policial militar do Espírito Santo trabalhava num território violento e convivia com “ocorrências pesadas, pessoas cortadas com facão, com faca, tiro”, de acordo com parentes. Ele tirava as fotos e às vezes compartilhava no grupo da família.

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