Dados preocupantes divulgados pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública constatam a elevação significativa no número de suicídios de agentes policiais no Brasil. São Paulo teve o aumento mais expressivo em números absolutos, com alta de 76,5%, registrando números que pioraram tanto para a Polícia Militar quanto a Polícia Civil.
Entre hipóteses de causalidades listadas aparecem questões como assédio moral, pressão permanente, jornadas desgastantes, que se completam com bicos, endividamento, acesso facilitado à arma de fogo e uma cultura institucional que preconiza a virilidade e um determinado padrão de masculinidade associa vulnerabilidade à fraqueza.
Segue reportagem publicada no jornal O Estado de São Paulo de 27.07.2026, assinada por Gonçalo Júnior.
Mais policiais morrem por suicídio do que em confrontos: ‘Cenário preocupante de saúde mental’
Óbitos desse tipo de em SP saltaram de 17 para 30; Secretaria da Segurança Pública diz que tem fortalecido as políticas de atenção psicológica aos agentes e valorização; Ministério da Justiça afirma atuar com os Estados.
O suicídio é sempre um problema complexo e multifatorial. Isso fica claro nos depoimentos de familiares na pesquisa Desvendando os Suicídios Entre Profissionais de Segurança, da USP, UERJ, UFES e Instituto de Pesquisa, Prevenção e Estudos em Suicídio (IPPES).
Um policial militar do Espírito Santo trabalhava num território violento e convivia com “ocorrências pesadas, pessoas cortadas com facão, com faca, tiro”, de acordo com parentes. Ele tirava as fotos e às vezes compartilhava no grupo da família.
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